Obesidade infantil, um problema sério para a saúde das crianças

Drª Joana Castro

07 Julho 2019

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Obesidade infantil, um problema sério para a saúde das crianças

A obesidade infantil é um problema sério para a saúde das crianças e tem vindo a aumentar para números alarmantes o que levou a OMS a afirmar que “está a atingir proporções epidémicas com todos os riscos daí inerentes para a saúde infantil”.


Em Portugal, uma em cada três crianças tem este problema de saúde.

Segundo o estudo 2013-2014 da Associação Portuguesa contra a Obesidade Infantil (APCOI) que contou com 18.374 crianças (uma das maiores amostras neste tipo de investigação): 33,3% das crianças entre os 2 e os 12 anos têm excesso de peso, das quais 16,8% são obesas.

De acordo com a Comissão Europeia, Portugal está entre os países da europa com maior número de crianças afectadas por esta epidemia.

Todas as crianças deveriam ser bem nutridas, fisicamente ativas e saudáveis. Contudo, a realidade atual é bem diferente.

Dados do Sistema Europeu de Vigilância Nutricional Infantil (COSI:2008) elaborado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e pelo Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (INSA) indicam que: mais de 90% das crianças portuguesas consome fast-food, doces e bebe refrigerantes, pelo menos quatro vezes por semana. Menos de 1% das crianças bebe água todos os dias e só 2% ingere fruta fresca diariamente. Quase 60% das crianças vão para a escola de carro e apenas 40% participam em atividades extra-curriculares que envolvam atividade física.

A obesidade infantil está associada ao desenvolvimento de outras doenças graves.

Uma criança obesa está em risco de vir a sofrer de sérios problemas de saúde durante a sua adolescência e na idade adulta. Tem maior probabilidade de desenvolver doenças cardiovasculares, hipertensão, diabetes, asma, doenças do fígado, apneia do sono e vários tipos de cancro.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde, a obesidade é a segunda principal causa de morte no mundo que se pode prevenir, a seguir ao tabaco.

As crianças obesas enfrentam ainda graves problemas sociais e psicológicos.


Estão mais sujeitas a ataques de bullying e outros tipos de discriminação. O que poderá provocar consequências directas na sua auto-estima e a quebra no seu rendimento escolar.

Se não receberem apoio especializado poderão sofrer ainda de depressão ou outras doenças do foro psicológico quando atingirem a idade adulta.

O nutricionista, utilizando a Reeducação Alimentar e Comportamental é o profissional que pode ajudar a combater este grave problema de uma forma saudável e definitiva.

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